Você já sabe que nas últimas seis décadas não faltaram teorias da
conspiração que tentam explicar as histórias mal contadas da ciência, da
história e, é claro, do mundo do entretenimento. Exemplo: há quem jure
de pés juntos que Michael Jackson ainda está vivo.
O Paul McCartney que
faz shows por aí é um impostor que substituiu o Beatle original, morto
nos anos 60. A lista de artistas que protagonizam rumores macabros
cresceu recentemente, com Avril Lavigne. A SUPER compilou algumas dessas
histórias e deixa para você tirar as suas próprias conclusões.
6. Elvis Presley – “Elvis não morreu!”
Primeiro, era só descrença dos fãs. Depois, virou convicção dos que
acreditavam que a obra do Rei do Rock sobreviveria para sempre. Mais
tarde, virou música,
tema de filme, piada. Agora é mito. Muita gente jura que se encontrou
com Elvis Presley muito tempo depois de sua suposta morte, em 1977.
Dizem que ele estava cansado da fama – ainda mais depois de começar a
receber ameaças da máfia. Por isso, resolveu forjar a própria morte. Ele
só não esperava que alguns fãs percebessem que um helicóptero pairava
sobre a sua casa em Memphis no dia em que ele morreu. E que outras
testemunhas flagrassem um homem bem parecido com Elvis desembarcando de
um vôo na Argentina e entrando rapidamente em uma limosine.
O caixão que
levava o corpo de Elvis estava vedado e há um erro na grafia do nome do
cantor em sua lápide. Ou seja: mais detalhes que não passaram
despercebidos pelos conspirólogos. Saiba mais neste site dedicado às teorias.
5. Michael Jackson – “Michael Jackson não morreu.”
Pouca gente chega ao status de lenda como Michael Jackson. Assim como
o rei do Rock, Michael (coincidentemente conhecido como o rei do Pop)
também despertou boatos fortes sobre a sua morte forjada. Este site
reúne depoimentos de algumas pessoas que afirmam terem visto o cantor
vivo, andando por aí.
Mas as evidências vão além das testemunhas
oculares – vários vídeos
pipocaram na internet com supostas imagens de Michael se mexendo na
maca que o transportava para fora de casa depois de sua suposta morte.
Dizem até que Michael Jackson cruzou a fronteira dos Estados Unidos com o
México e que foi reconhecido por algumas pessoas por lá.
O caixão
fechado também coloca lenha na fogueira da desconfiança. A esperança era
de que o rei voltasse à vida na maior turnê de pop de todos os tempos.
Se for verdade, alguém avise ao Michael que já se passaram dois anos e
meio.
4. Bob Dylan – “Bob Dylan morreu e foi substituído por dois sósias, mas a cor dos olhos o denunciou”.
Blowin’ in the wind, The times they are a-changin’, Masters of war.
O início da carreira de Bob Dylan é cheio de músicas de protesto, com
temas políticos e sociais. De 1963 em diante, enquanto o resto do mundo
vivia o movimento hippie, Bob Dylan preferia cantar canções mais pops.
Suas roupas mudaram e seu figurino passou a incluir SEMPRE um par de
óculos escuros. Aumentaram também seus conflitos com a imprensa e suas
declarações polêmicas (tipo dizer que se identificava com o assassino de
John Kennedy). Conclusão óbvia: Bob Dylan foi substituído por um sósia.
Duas vezes.
A primeira foi em 1963, o que explicaria a mudança drástica de
comportamento do artista e o seu pouco envolvimento com causas que ele
antes valorizava tanto. A segunda substituição foi em 1966, depois de um
acidente de moto (quando, supostamente, o primeiro sósia morreu).
Toda
paranoia à parte, os conspirólogos têm um argumento que parece
infalível: o primeiro Bob Dylan (até 1964) tem olhos castanhos. O
segundo (de 1964 a 1966) tem olhos azuis, que tenta esconder com óculos
escuros. O terceiro (de 1966 em diante) tem olhos castanhos de novo. A
partir de 1970, os olhos de Bob Dylan parecem azuis novamente. Quem
explica?
3. Avril Lavigne – “Avril Lavigne morreu e foi substituída por uma patricinha que escreve canções para homenagear a original”.
O título resume bem: a Avril Lavigne “roqueira” e revoltada do
primeiro álbum morreu e foi trocada por uma patricinha mais loira que
usa roupas mais cor-de-rosa e canta canções mais pops. O site Avril está morta
conta direitinho a história. Avril Lavigne estava cansada da fama e da
pressão do empresário e ao chegar em casa em uma noite de depressão,
enforcou-se com uma corda. Está tudo lá nas letras que a segunda Avril
escreveu, homenageando a antecessora.
A partir do segundo álbum, a
cantora assumiu seu lado pop, abandonou a maquiagem pesada, deixou de
lado as roupas escuras e gravou videoclipes de menininha. Ou seria outra
moça? Tudo graças a um empresário mercenário que não queria perder a
mina de ouro que era esta candidata a ídolo adolescente.
2. Brian Jones – “O fundador dos Rolling Stones morreu, foi substituído, e morreu de novo anos depois”.
Para contar a história de Brian Jones, o homem que fundou os Rolling
Stones, vamos falar um pouco sobre Tara Browne, um jovem londrino
herdeiro da fortuna da família dona da cervejaria Guinness. Ele morreu
no dia 18 de dezembro de 1966, num acidente de carro. Browne era amigo
dos Beatles e dos Rolling Stones e morava junto com Brian Jones.
Depois do acidente, Brian Jones pirou (provavelmente por causa das
drogas) e se afastou da banda. Ficou praticamente irreconhecível, pelo
que dizem as testemunhas. Chegou a bater na namorada e brigar com Mick
Jagger por motivos idiotas. Em 1969, a banda já não aguentava mais e ele
foi convidado a se retirar. Um mês depois, ele foi encontrado afogado
na piscina de sua casa (aos 27 anos, vale lembrar) depois de uma suposta
overdose.
Segundo os rumores, a morte não foi acidente. O responsável teria
sido o pedreiro Frank Thorogood, que fazia uma obra na casa de Brian
Jones. Na verdade, a teoria da conspiração diz que Thorogood tinha sido
contratado pelos Rolling Stones para “dar um jeito” no músico. Aliás, o
próprio Frank Thorogood já chegou a confessar o crime, embora nada tenha
sido provado.
E onde está a conspiração? O tal acidente que matou Tara Browne em 1966 é o mesmo que inspirou a música A Day In The Life,
dos Beatles, lançada na mesma época em que surgiram os rumores sobre a
morte de Paul McCartney. As possibilidades mirabolantes:
1) Brian Jones estava no acidente, morreu e foi substituído, o que explicaria a mudança drástica de comportamento do músico.
2) Quem estava naquele carro era Paul McCartney, que foi substituído por
(pã!) Tara Browne, que está vivo até hoje, fazendo shows pelo mundo no
lugar do ex-Beatle. O que nos leva ao próximo item.
1. Paul McCartney – “Paul McCartney morreu e foi substituído por um sósia”.
Faz mais de 40 anos que tentam provar que o Beatle Paul McCartney morreu e foi substituído. A SUPER até já falou sobre como seria o mundo se Paul tivesse mesmo morrido. Há
muitas teorias – algumas bem mirabolantes (como essa que você acabou de
ler no item anterior) e outras que fazem tanto sentido que chegam a
assustar. Vamos resumir as principais:
1) Paul McCartney está descalço na capa do álbum Abbey Road,
de 1969. Um dos carros que aparece ao fundo está na contramão, o que
indica que Paul morreu em um acidente de carro. A tragédia teria
acontecido em 1966, ano em que os Beatles pararam de fazer shows.
A capa
do disco Sgt Pepper’s, de 1967, traz dezenas de celebridades
que já tinham morrido ou passado por exeperiências de quase-morte. Para
os conspirólogos, é evidência o suficiente para indicar a relação dos
Beatles com a morte, presente também nas letras da banda a partir de
então.
2) A substituição de Macca (apelido carinhoso do ex-Beatle) já ganhou
argumentos científicos. Um pesquisador chamado Henry Truby, diretor de
pesquisas de linguagem e linguística da Universidade de Miami nos anos
60, analisou todas as gravações das músicas dos Beatles e jura de pés
juntos que encontrou 6 diferentes registros vocais. É como se cada voz
tivesse uma “impressão digital”. No caso dos Beatles, as seis
identificadas eram de Ringo, George, John, Paul, Paul e Paul. Sim, três
Pauls diferentes.
3) Gabriella Carlesi é uma cientista forense italiana que também
garante que, a julgar pela análise das imagens do Paul dos anos 60 com o
Paul de hoje em dia, o Beatle foi substituído. O argumento é a grande
diferença entre as estruturas dos crânios, do maxilar e da arcada
dentária dos dois. Mas, mais uma vez, não há nenhuma prova oficial.
Dezenas de outras teorias sobre a morte de Paul renderiam uma nova
lista. Agora, uma coisa temos que admitir. Depois que o suposto primeiro
Paul morreu, os Beatles lançaram Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, Abbey Road e Let it be e o Wings lançou Band on the run. O impostor parece bem mais talentoso que o original.
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