No dia 04 postaremos sobre algo que será feito no final de 2012 que pareçe preocupante, por isso e bom entender o que é LHC.
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O maior e mais ousado projeto já criado pelo
homem está a um passo de desvendar os segredos do Big Bang, saiba mais
sobre o acelerador de partículas.
Enquanto a mitologia maia diz que o fim do mundo está próximo,
cientistas estão a um passo de desvendar a origem do universo. O
experimento que promete recriar o Big Bang é ansiado por mais de 7 mil
cientistas de mais de 50 países.
No entanto, manutenções constantes
adiam o esperado dia em que o maior acelerador de partículas do mundo
terá provado sua finalidade. Em 20 de novembro de 2009, o LHC volta as
suas atividades, trazendo novamente à tona intermináveis perguntas e
polêmicas.
Enquanto a ciência está muito esperançosa com os resultados dos
estudos, entidades se opõem ao seu funcionamento alegando que uma reação
em cadeia poderia ser iniciado com o processo e consumir todo o
universo. Ao que se refere este experimento tão grandioso? Quais motivos
levariam um grupo tão grande de cientistas a se unir em um projeto tão
caro quanto este? Quais verdades poderá o LHC revelar à humanidade e
quais seus riscos?
Com aproximadamente 27 quilômetros de extensão, o LHC (Large Hadron
Collider – grande colisor de hádrons em tradução livre) é o maior
acelerador de partículas do mundo, na verdade, trata-se da maior
construção já criada pelo homem. Localizado na fronteira da França com a
Suíça, foi construído pela CERN (Organização Europeia para Pesquisa
Nuclear) e levou quase 20 anos para ficar pronto.
As imensas dimensões são requisitos para se atingir velocidades
extremamente próximas à da luz, requisito principal para criar as
condições do experimento. Partículas de hadrón (partes menores que os
prótons) são aceleradas em quatro estágios diferentes, partindo para
aceleradores cada vez maiores.
Somente no último é que as partículas
adquirem sentidos opostos e embarcam no raio de 27 km até que adquirem a
energia de 7 trilhões de elétrons-volt (eV é a carga de um elétron).
Com a ajuda de imensos eletroímãs, hádrons finalmente são postos em rota
de colisão totalizando 14 TeV na colisão.
Qual o propósito de tudo isto?
O choque entre as partículas é tão intenso que divide as partículas
em partes menores e energia, extremamente instáveis, estas decaem
rapidamente e voltam a se unir a outros átomos à sua volta. Compreender o
comportamento do material nos poucos instantes em que ocorre a
transição do estado de matéria para se transformar em energia é o alvo
da ciência.
Sabe-se que a matéria tem esta propriedade e que ela se comporta de
maneira completamente diferente neste ponto, mas o que ninguém sabe é
como isto ocorre exatamente. A ciência atribui ao Big Bang a energia
necessária para a transmutação da matéria em energia e, assim, para a
criação de toda a variedade presente no universo. Compreender o momento
da colisão significa retirar o misterioso véu que cobre a origem de
tudo.
As informações coletadas no experimento são de suma importância, por
este motivo os resultados do experimento deve contar com a ajuda de uma
rede de mais de 60 mil computadores pelo mundo. Parte das informações já
foram declaradas como sigilosas pela equipe que coordena o projeto e
não deve ser revelada ao público em primeiro momento.
Grandes investimentos
O
motivo para o investimento de mais de quase 20 bilhões de reais é as
condições em que seus componentes estão submetidos. Para orientar o
curso do das partículas, foram instalados 1232 eletroímãs bipolares
supercondutores, cada um com 35 toneladas e quinze metros de
comprimento. Já a porção responsável pelo controle do experimento e
monitoramento de resultados têm a altura de um prédio de 5 andares.
Além das grandes despesas em sua construção, a manutenção do
equipamento também é de um custo bastante elevado. O equipamento
trabalha a -271 graus Celsius, sendo necessário aquecê-lo antes da
manutenção e quase dois meses de resfriamento para que ele atinja a
temperatura necessária para seu funcionamento correto.
Um fato curioso ocorreu no início de novembro deste ano, quando a
temperatura do LHC aumentou cerca de seis graus ocasionando na queima de
equipamentos. O CERN declarou que a causa do problema foi um pedaço de
pão que provavelmente foi derrubado por uma ave. O estrago só não foi
maior porque o acelerador estava em período de testes e não funcionava
com sua capacidade máxima.
O que mais se forma lá dentro?
Após a grande colisão, a maior parte dos hádrons se desintegra e
libera energia, o restante acaba se unindo e formando novos prótons e
nêutrons. Assim como no Big Ban, uma variedade de partículas é criada
dando origem à variedade de materiais. Assim como no evento primordial
do universo, isto explicaria a variedade de átomos encontrada
atualmente.
Também
ocorrem os chamados strange quarks, ou quarks estranhos como ficaram
conhecidos durante sua descoberta nos anos 60. Estas partículas foram
denominadas estranhas por apresentar comportamento diferente dos quarks
comuns. Assim como esta, outras partículas de natureza estranha deverão
ser criadas, mas sua instabilidade faz com que durem uma fração de tempo
muito pequena.
A antimatéria é um corpo com a propriedade contrária a da matéria.
Assim como a soma de um numeral com seu oposto sempre resulta em zero, a
antimatéria em contato com a matéria se anulam e resultam apenas em
energia.
Durante uma colisão de partículas, forma-se antimatéria na
mesma proporção em que se forma matéria, como ambas se anulam, em pouco
tempo elas não existirão mais.
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